Caxias do Sul 04/04/2025

Se o seu ano só começa após o Carnaval, saiba que as dívidas não

Organizar-se financeiramente após as folias de Momo é fundamental para evitar amargar a festa
Produzido por João Victorino, 10/03/2025 às 09:35:42
João Victorino é administrador de empresas, professor de MBA do Ibmec e educador financeiro
Foto: ARQUIVO PESSOAL

Uma parte da população brasileira tem o costume de dizer que o ano só começa oficialmente depois do Carnaval, por ser uma celebração que mobiliza o país inteiro, movimentando a economia e fazendo que muitos setores sejam aquecidos.

No entanto, apesar de muitas pessoas acreditarem que podem resolver tudo depois desse período, esquecem que as dívidas não funcionam desse jeito e acabam se atrapalhando com o orçamento.

E, muitas vezes, as dívidas podem surgir a partir de compras para o Carnaval. Dados de uma pesquisa do Mercado Pago apontaram que a intenção média de gastos dos foliões foi R$ 200 por dia. Entre os benefícios mais valorizados, 45% priorizaram descontos, 33% preferiram cashback e 12% apostaram em promoções. Porém, caso você tenha gastado mais do que deveria, é provável que sinta o bolso pesar agora que a festa acabou.

Seja para o Carnaval ou qualquer outra festividade, o ideal é sempre ter um planejamento financeiro, sem deixar tudo para a última hora - um hábito que milhares de brasileiros insistem em não abandonar. Além disso, considero fundamental ter em mente que é possível reduzir os gastos sem precisar abrir mão da diversão, tendo como objetivo encontrar formas criativas de economizar.

Por outro lado, para quem já exagerou nos gastos e acabou se endividando durante a folia, a melhor estratégia é ajustar o orçamento e cortar despesas em outras áreas. Isso significa reduzir gastos em categorias menos essenciais para conseguir pagar as parcelas relacionadas ao Carnaval o quanto antes. Caso contrário, o que era para ser um momento de alegria pode se transformar em uma grande preocupação financeira.

É importante lembrar que boas decisões financeiras equilibram o presente e o futuro. Ter uma vida financeira saudável não significa abrir mão de tudo hoje, mas sim saber alternar suas escolhas para garantir tanto um presente prazeroso quanto um futuro tranquilo. O pior cenário é quando se troca um momento de diversão por um futuro de dificuldades – essa nunca será a melhor decisão.

João Victorino é administrador de empresas, professor de MBA do Ibmec e educador financeiro.

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