Por Carmo André Meinertz
Depois do sinal de alerta em outubro, quando a bandeira tarifária da energia elétrica foi classificada como vermelha - patamar 2, novembro chega trazendo um pouco de alívio ao consumidor. Neste mês, em razão da melhora hídrica das condições de geração de energia no país, a bandeira tarifária foi definida como amarela, resultando em menor dependência de termelétricas, o que reduz o custo de geração de energia. Dessa forma, dos R$ 7,877 cobrados na bandeira vermelha - patamar 2 passa para a bandeira amarela, ao custo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração, sendo a bandeira vermelha aquela com um custo maior, e a verde, sem custo extra. O momento pode ser de descompressão, mas é também de reflexão. Apesar da evolução de cenário, as previsões de chuvas nas regiões dos reservatórios (sobretudo no Sudeste) para os próximos meses ainda permanecem abaixo da média, indicando a necessidade de geração termelétrica complementar para atender à demanda.
Quando há escassez hídrica em algumas regiões, é necessário acionar as termelétricas, gerando elevação de preço e mudança nas bandeiras tarifárias. As usinas termelétricas geram energia por meio da combustão de alguns materiais, como o carvão mineral, em um procedimento mais caro e mais poluente. Esse é um horizonte que coloca um ponto de interrogação no setor elétrico, que vivia uma sequência de bandeiras verdes desde abril de 2022, interrompida apenas em julho de 2024, com bandeira amarela; com retorno da bandeira verde em agosto, seguida pela vermelha - patamar 1 em setembro e vermelha - patamar 2 em outubro.
A previsão de escassez de chuvas e o clima seco com temperaturas altas motivaram o acionamento de usinas térmicas, aumentando os custos da operação do sistema elétrico. É nas grandes bacias da Região Sudeste que se encontram os principais reservatórios hidrelétricos do país. Com a instabilidade climática, torna-se muito arriscado ao empresariado ficar refém da oscilação imposta pelo mercado cativo de energia elétrica, principalmente pelo modelo de bandeiras tarifárias, que é praticado pelas distribuidoras.
Nesse sentido, a política energética nacional promove o Mercado Livre de Energia Elétrica ou Ambiente de Contratação Livre (ACL), no qual os contratos garantem preços fixos, prazos e acordos bilaterais livremente negociados, conforme regulamentos estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), gerando economia através da livre concorrência. Lembrando que esse mercado é um direito empresarial, amparado por legislação federal.
Não há dúvidas: energia elétrica torna-se cada vez mais um diferencial competitivo às organizações. Saber negociar no Mercado Livre de Energia, com consultorias sérias, com o devido assessoramento e com expertise, é carimbar o passaporte rumo ao sucesso nos negócios, com melhores condições de competitividade.
Carmo André Meinertz é coordenador comercial da Mercatto Energia, especializada no Mercado Livre de Energia Elétrica, com matriz em Farroupilha (RS), escritório em São Paulo e atuação nacional.
Mercatto Energia
A Mercatto Energia é uma empresa gaúcha referência no Mercado Livre de Energia Elétrica, comercializando energia, prestando consultoria e representando os clientes junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que é o órgão regulador do mercado.
Matriz em Farroupilha - RS
Localizada em: Centro Comercial Dona Ruth
Endereço: Rua Ângelo Antonelo, nº 93 - 10º andar – Centro.
Telefone: (54) 3412-1120
Escritório de SP
Endereço: Avenida Santo Amaro, 1.047, Sala 1905 (Ed. The Villa Nova Conceição) - Vila Nova Conceição
E-mail:comercial@mercattoenergia.com.br
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