Caxias do Sul 04/04/2025

Como a IA está redefinindo a experiência de compra

Ferramenta digital está ajudando a humanizar o processo de vendas
Produzido por Larissa Marcondes Nakama, 06/03/2025 às 08:56:37
Larissa Marcondes Nakama é Head de Parcerias e Alianças na Jitterbit LatAm
Foto: ARQUIVO PESSOAL

No último ano, vimos as soluções baseadas em Inteligência Artificial se destacarem com propostas inovadoras, como agentes autônomos e assistentes virtuais, trazendo à mesa uma discussão sobre como a IA já não é mais apenas um conceito, mas sim uma realidade. Surge, então, a pergunta: como ela nos ajuda a melhorar a performance no varejo, considerando a personalização e os diferentes perfis e gerações que coexistem hoje?

Não se trata apenas de atender a perfis variados, mas também de compreender as gerações que uma marca precisa alcançar, oferecendo produtos e ofertas para públicos tão diversos, sem perder a identidade. Ficou evidente que a personalização da jornada – focada no consumidor de forma individualizada – e a otimização de processos operacionais são apenas a ponta do iceberg.

Para que isso seja possível, algo essencial entra em cena: a governança de dados. Ou melhor, a orquestração de dados. Hoje, temos sistemas geradores de vitrines para lojas físicas, e-commerce e redes sociais que sugerem produtos com base no perfil do cliente. A orquestração de dados é crucial para alimentar esses sistemas com informações precisas, ajustando campanhas com base nas reações dos consumidores.

Na logística, por exemplo, a Inteligência Artificial otimiza estoques, garantindo que os produtos estejam no lugar certo, no momento certo, e posiciona itens complementares estrategicamente. Já no setor bancário, processos como a emissão de um cartão perdido envolvem a integração rápida e segura entre diversos sistemas, evidenciando a importância de uma comunicação eficiente.

Esses exemplos mostram como a integração é fundamental. Empresas como lojas de materiais de construção a bancos, têm seus próprios objetivos — vender produtos, fabricar artigos de luxo ou oferecer serviços financeiros. No entanto, a integração não é o foco principal dessas organizações, o que torna essencial a parceria com especialistas em integração.

Além disso, existe a questão da segurança. Apesar dos avanços da Inteligência Artificial, ainda há preocupações sobre a proteção dos dados. Por isso, as plataformas de integração precisam contar com camadas robustas de segurança, especialmente no mercado de grandes corporações, que exige níveis elevados de proteção.

Um dos destaques para este ano é a hiperpersonalização. Antes, falávamos sobre atender perfis de clientes, como skatistas, surfistas ou executivas. Agora, trata-se de criar experiências para clientes únicos.

Por exemplo, uma mulher, uma profissional de TI, mãe de dois filhos, casada, que gosta de viajar e tem várias facetas. Para atender essas necessidades, é preciso entender quando ela é mãe, profissional ou esportista. Isso permite oferecer roupas de ginástica às seis da tarde, porque ela vai para a academia, ou promoções de sabão em pó no fim de semana, quando faz compras para a casa.

Essa é a essência da hiperpersonalização: compreender as diversas camadas de cada indivíduo. Estamos vivendo uma era em que não basta personalizar; é necessário hiperpersonalizar.

Uma das maiores reflexões que levo comigo é o poder da integração de dados. A orquestração entre sistemas não é apenas uma tendência; ela possibilita experiências conectadas em tempo real. Empresas que ainda não investiram nessa transformação correm um risco claro: ficar para trás. Mais do que nunca, acredito que as empresas precisam de parceiros especializados nisso, em IA e segurança para oferecer experiências únicas.

Larissa Marcondes Nakama é Head de Parcerias e Alianças na Jitterbit LatAm, empresa global de software e pioneira no mercado de soluções low-code com IA. Tem expertise em automação comercial, varejo bancário, crédito e canais de distribuição. Também possui MBA em Gestão de Processos e Pessoas pela Estácio.