A Biosys Ambiental, especializada em gerenciamento de resíduos industriais, com sede em São Sebastião do Caí (RS), investirá R$ 10 milhões em unidade de produção de energia a partir do lodo, o que representará avanços significativos no gerenciamento de resíduos industriais. A parceria foi selada nesta semana com a Universidade de Caxias do Sul (UCS), com vistas ao projeto de pesquisa que busca melhorar o saneamento básico, criando uma alternativa que elimina o uso de aterros para destinação final do lodo do tratamento de esgoto sanitário.
Além da produção de energia, o projeto prevê subprodutos de valor agregado a partir do lodo de ETE (Estação de Tratamento de Esgotos), e conta com subvenção e aporte financeiro da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). A proposta do projeto é desenvolver um sistema combinado de processos físicos e químicos que aproveitará o potencial energético do lodo sanitário para produção de eletricidade e utilizará o resíduo final do processamento como insumo para indústria de cimento.
Desafio ambiental
A saber: lodos oriundos das estações de tratamento de esgoto são um desafio ambiental para a sociedade. Hoje em dia, em grande parte do país, o lodo acaba sendo disposto em aterros sanitários, e a tendência é que a quantidade desse resíduo só aumente. A meta do projeto é criar uma nova tecnologia que possa atender todo o Brasil, com possibilidade de ser replicada em várias estações de tratamento de esgoto em cidades do país.
Dentro da Biosys Ambiental - originada do Grupo Datasys, de Caxias do Sul - , o projeto será gerenciado por meio da Inovabio - Ecossistema de Inovação, unidade de pesquisa e desenvolvimento da empresa.